O Debate em Torno da Justificação: Uma Introdução [1/3]


Posted on October 25th, by vinicius.m.pimentel in Artigos, Blog, Destaque, Evangelho, John Piper, Justificados em Cristo, O Futuro da Justificação. No Comments

O Debate em Torno da Justificação: Uma Introdução [1/3]

Por dois dos mais proeminentes pastores-teólogos do mundo: a justificação e que diferença ela faz.

John Piper e N.T. Wright, compilado por Trevín Wax. Copyright © 2009 Christianity Today. 

Tradução: danieldliver.blogspot.com

Desde a matéria da revista Christianity Today, em agosto de 2007, “O que é queo Paulo realmente quis dizer?” Piper e Wright levaram o debate sobre a justificação da academia para as massas. Aqui é onde os dois evangélicos divergem.

John Piper: Pastor da Igreja Batista Bethlehem em Minneapolis. Autor de “O Futuro da Justificação: Uma Resposta a N. T. Wright” [lançamento da editora Tempo de Colheita].

N.T. Wright: bispo de Durham, da Igreja da Inglaterra. Autor de “Justification: God’s Plan and Paul’s Vision [Justificação: O Plano de Deus e a Visão de Paulo].

O Problema

Piper: Deus criou um mundo bom que foi submetido a futilidade devido à escolha pecaminosa e pérfida dos primeiros seres humanos. Devido a esta ofensa contra a glória de Deus, os seres humanos estão alienados de seu Criador e merecem apenas a sua condenação por seus pecados.

Wright: Deus criou um mundo bom, concebido para ser analisado e depois trazidos para a sua finalidade através de sua imagem, por meio dos seres humanos. Este objetivo foi contrariado pela escolha pecaminosa dos primeiros seres humanos. Devido ao pecado humano, o mundo tem de ser endireitado novamente e sua finalidade original levada até a conclusão. A finalidade de Deus ao “endireitar” os seres humanos é que através deles, o mundo possa ser endireitado.

A Lei

Piper: Deus revelou-se através da lei, que apontou a Cristo como seu objetivo e alvo, comandou a obediência que provém da fé, aumentou a transgressão, e calou a boca de todos os seres humanos porque ninguém tem realizado a justiça da lei de modo a não necessitar de um substituto.

Wright: Deus fez uma aliança com Abraão, a fim de pôr em marcha o seu plano para salvar o seu mundo através da família de Abraão. Deus deu ao seu povo a Torá, sua santa lei, como um pedagogo — uma forma de evitar que Israel, o caprichoso povo de Deus, desviasse totalmente fora de pista até a vinda do Messias. Israel deveria incorporar a Lei e, portanto, ser uma luz para as nações. Mas Israel falhou nessa tarefa.

Justiça de Deus

Piper: A essência da justiça de Deus é a sua inabalável fidelidade para defender a glória do seu nome em tudo que ele faz. Nenhuma ação singular, como a manutenção da aliança, é a justiça de Deus. Pois todos os seus atos são feitos em justiça. A essência do retidão humana é a inabalável fidelidade para defender a glória de Deus em tudo o que fazemos. O problema é que todos nós estamos aquém deste glória, isto é, não existe ninguém justo.

Wright: A justiça de Deus refere-se à própria fidelidade à aliança que fez com Abraão. Israel foi infiel a esta comissão. O que é agora necessário, se o pecado mundial dever ser tratado em uma família de nível mundial criada por Abraão, é um fiel israelita que pode ser fiel ao pacto de Israel.


 

Confira os lançamentos da Editora sobre o tema:







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